Quando a G-SHOCK MT-G nasceu, a proposta era clara: unir a brutalidade estrutural do G-SHOCK com materiais nobres como aço inoxidável, elevando o conceito de relógio resistente a um novo patamar estético.
A linha MT-G surgiu justamente para responder a uma pergunta ousada: é possível manter a essência indestrutível do G-SHOCK e, ao mesmo tempo, entregar sofisticação construtiva? Para mim, essa sempre foi a grande virada da coleção — o momento em que resistência deixou de ser apenas função e passou a ser também linguagem de design.
Anos depois, com a consolidação da chamada Triple G Resist (choque, força centrífuga e vibração), a família MT-G deixou de ser apenas uma variação metálica e passou a ocupar um território próprio dentro do universo G-SHOCK.

Agora, com o lançamento do novo MT-G B4000, vemos mais do que uma atualização estética. Vemos a maturidade de um conceito que evoluiu do aço maciço para uma arquitetura híbrida em aço e carbono — mais leve, mais técnico e visualmente mais agressivo.
E para entender o que esse modelo representa hoje, precisamos voltar ao início da história da linha.
A História da Linha MT-G: Quando o Metal Encontrou o G-SHOCK
Para entender o MT-G B4000, precisamos voltar ao momento em que a G-SHOCK decidiu ir além da resina tradicional.
A linha MT-G (Metal Twisted G-SHOCK) surgiu no final dos anos 1990 — com os primeiros modelos aparecendo por volta de 1999 — como uma proposta ousada: manter a estrutura interna flutuante e a resistência a choques que consagraram a marca, mas envolvê-la em aço inoxidável. Era, basicamente, a primeira vez que o G-SHOCK assumia uma estética mais robusta e sofisticada sem abrir mão da sua essência estrutural.

Naquele momento, isso representava quase uma quebra de paradigma. O G-SHOCK era conhecido pela caixa em resina, leve, funcional e extremamente resistente. Ao introduzir metal de forma mais dominante, a Casio não estava apenas mudando o visual — estava refinando o posicionamento do produto.
Anos depois, a linha passou por uma transformação decisiva com a consolidação do conceito Triple G Resist (resistência a choque, força centrífuga e vibração). Modelos como o MTG-S1000, já na década de 2010, reforçaram essa identidade técnica e começaram a aproximar o MT-G de um território mais premium dentro da marca.

Outro salto importante veio com a integração de estrutura em carbono, algo que elevou o nível de engenharia do conjunto. O carbono não entrou apenas como material leve, mas como elemento estrutural — reforçando rigidez, absorção de impacto e, principalmente, criando uma nova linguagem visual.
Para mim, é aqui que o MT-G deixa de ser apenas “um G-SHOCK de metal” e passa a ser uma vitrine tecnológica da marca.
E é exatamente nesse ponto da evolução que o MT-G B4000 se posiciona: não como ruptura, mas como amadurecimento de tudo o que a linha construiu ao longo de mais de duas décadas.
MT-G B4000: Arquitetura Híbrida e Engenharia de Impacto


O novo G-SHOCK MT-G B4000 não é apenas mais uma evolução estética da linha MT-G. Ele representa um avanço estrutural que mistura tradição metalizada com engenharia de ponta orientada por dados.
Aqui, o aço não atua sozinho. A construção combina aço inoxidável com uma estrutura de carbono multicamadas, formando uma arquitetura híbrida que reforça a rigidez e melhora a absorção de impactos — mantendo o compromisso com a Triple G Resist.



Estrutura de carbono multicamadas: força que se vê
Um dos pontos mais marcantes do B4000 está na sua estrutura lateral em carbono multicamadas. Diferente de soluções anteriores, o carbono aqui não é apenas reforço interno: ele se torna elemento visual.
A visão lateral revela camadas estruturais que criam profundidade, textura e uma sensação clara de força mecânica. Para mim, essa é uma das maiores viradas da peça — quando engenharia deixa de ser invisível e passa a ser protagonista no design.

E se por um lado o carbono entrega leveza e absorção de impacto, o aço assume o papel de sofisticação. O B4000 apresenta um acabamento metálico cuidadosamente trabalhado, com superfícies polidas e escovadas que criam contraste e refletem luz de maneira sólida e precisa.
Esse tratamento meticuloso reforça algo que a linha MT-G sempre buscou: não parecer apenas resistente, mas transmitir robustez com refinamento.


Co-criação com IA: novos caminhos para o design orientado pela resistência
Um detalhe que marca esta geração é o uso de Inteligência Artificial no processo de desenvolvimento estrutural. A Casio utilizou IA para simular, testar e otimizar a distribuição de forças na estrutura híbrida.
Na prática, isso significa que o design não foi pensado apenas pela estética — ele foi moldado por análise estrutural avançada. É resistência orientando o design, e não o contrário. Acho que esse ponto simboliza o momento atual da linha MT-G: tradição mecânica combinada com ferramentas tecnológicas de última geração.

Além da construção física, o B4000 incorpora tecnologia conectada. Ele conta com Bluetooth®, permitindo conexão com smartphone via aplicativo dedicado, além de Multi Band 6, garantindo ajuste automático do horário por sinais de rádio em diversas regiões do mundo. Essa combinação reforça algo que sempre marcou a linha: robustez física acompanhada de precisão tecnológica.
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Ficha técnica
- Estrutura: Dual Core Guard (carbono + aço)
- Triple G Resist: Choque, força centrífuga e vibração
- Dimensões: 56.6 × 45.3 × 14.4 mm (comprimento × largura × espessura)
- Peso: ≈ 112 g (com pulseira de resina)
- Material da Caixa: Resina reforçada com fibra de carbono + aço inoxidável (bezel)
- Material do Vidro: Cristal de safira com revestimento antirreflexo
- Pulseira: Resina
- Resistência à água: 200 m / 20 bar
Funções e Tecnologias
- Energia: Tough Solar (energia solar)
- Conectividade: Bluetooth® (CASIO WATCHES app)
- Ajuste de hora: Radio controlado Multi Band 6 & Synchronization via app
- Hora mundial: até ≈ 300 cidades via app / suporte a fuso horário mundial
- Iluminação: Super Illuminator (LED de alto brilho)
- Outras funções: Cronômetro, temporizador, alarme, display de data e dia, auto hand correction (correção automática dos ponteiros)
Essa ficha revela algo interessante: o MT-G B4000 não é apenas um relógio de presença estética forte — ele é, essencialmente, um G-SHOCK completo em funcionalidade, mas com um acabamento e construção que o posicionam em um patamar mais elevado dentro da coleção.
Entre confrades: o que o MT-G B4000 representa para mim
Quando a G-SHOCK lançou os primeiros MT-G no fim dos anos 1990, a proposta era clara: levar o conceito de resistência para um território mais sofisticado, introduzindo o metal em uma estrutura até então dominada pela resina. Depois vieram os avanços da Triple G Resist, elevando o nível técnico da linha. Em seguida, o carbono passou a dividir protagonismo com o aço, tornando a arquitetura mais leve, mais eficiente e visualmente mais agressiva.

Agora, com o G-SHOCK MT-G B4000, vemos um novo capítulo: engenharia co-criada com IA, estrutura de carbono multicamadas exposta e acabamento metálico meticuloso que transmite força com refinamento. O B4000 não é apenas um novo modelo — ele é um símbolo de maturidade da linha MT-G. É o momento em que resistência, estética e tecnologia deixam de competir entre si e passam a coexistir em equilíbrio.
Ele carrega a herança estrutural da marca, mas aponta claramente para o futuro. E se essa evolução do MT-G já impressiona, o que mais a G-SHOCK ainda está preparando dentro do universo premium da marca?

É claro que os dois modelos da loinah estão aqui, confrade, na Impala. Acione nossa equipe de atendimento e garanta sua pecinha.

Na próxima postagem, vamos explorar outro capítulo dessa engenharia extrema que continua redefinindo o que significa ser resistente.
Até breve, confrade.

